terça-feira, 7 de abril de 2026

Pedra

Estranhamente carrego em mim uma pedra que pesa toneladas (próprio quando deveria ter asas). Respirar é curto e difícil. As lágrimas são meu eu esmagado por uma sensação sem nome.

terça-feira, 31 de março de 2026

😢

Eu queria tanto poder dizer "ti amo" (e que você pudesse ouvir). Você me faz tanta falta.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Apontamentos discursivos

Fico pensando em dois sujeitos: A e B, que se interessam por uma temática comum. Porém a abordagem é oposta: metodologias diferentes (quali x quanti); epistemologia diferente, campos diferentes. Curiosamente, poderia haver um âmbito discursivo compartilhado, mas não há. São posicionamentos ideológicos inconciliáveis por vários motivos, até institucionais. Aí está a instalada a fratura discursiva, que, no frigir dos ovos, não é resolutiva para fins úteis no sentido de aproximar os sujeitos. Será o poder de quem diz que vai validar o resultado do embate.

domingo, 15 de março de 2026

Impressões

Todos temos uma história para contar. Eu carrego comigo a minha própria e as narrativas que me foram confiadas ao longo da vida. Compreendo que, independentemente do julgamento e do estereótipo, trazemos todos nossa porção de dores, de sofrimento e de superação (muitas vezes incompleta, mas necessária para a sobrevivência). Ao observarmos e ao ouvirmos o outro, o fazemos real a partir da nossa própria subjetividade (que, por sua vez, nos torna reais reciprocamente). Não sabemos de fato o que é, mas sabemos como o imaginamos e vice-versa. Essa interdependência entre os sujeitos forja o que chamamos verdade sem que essa seja de fato absoluta. A realidade, de fato, é uma impressão.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Para você

E se um dia voce chegar e não me encontrar aqui saiba que fui feliz porque você existe.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Ausência

Hoje acordei mais triste que o habitual. Me dei conta da sua enorme ausência, da minha finitude e da incapacidade de levar tudo sozinha. A vida (que me resta), talvez seja isso: ausências que se expandem em modo irrefreável. Tenho medo de perder até a mim mesma. Dirão alguns: você tem tudo! Casa, comida e dor para lhe lembrar de existir. Só não tenho nas pessoas quem me veja como você me via. Aí, eu choro um pouco. Talvez para salgar a vida e seguir sobrevivendo.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Reveillon

Mais uma festa que passou sem quem a gente ama. É tão contraditória a ideia da festa e as ausências. Festa era para estar junto. A gente sabe que não pode ter mais aquela presença, mas ao mesmo tempo sente como se estivesse com a gente, na gente. Tem horas que a lágrima escapa, um transbordo de sentimento de dentro para fora. É a materialidade que preenche a falta. E a cada ano, essas ausências são maiores. Envelhecer, de certo modo, é sentir as faltas.