sábado, 4 de julho de 2026

Manhã de inverno

Vejo os pássaros que graciosamente saltelam entre as folhas largas da Maranta. Talvez façam ninho entre elas. Compartilharemos o mesmo jardim, da mesma casa. Parece um bailado complexo, coreografado pela brisa. Sinto que cantam. É inverno nos trópicos. Acordei cedo e vi o sol. Dizem que virá o frio amanhã. Hoje aproveito o dia, sua luz e a sensação de morno. Minha filha dorme agora. Esteve mal durante à noite. Sofreu e eu sofri com ela como num espelho. É sábado, mas é indiferente. Só a luz marca a excepcionalidade dessa manhã.

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